Monday, March 16, 2009

Cultura e crise no Fórum da Liberdade


Rafel Sá, presidente do IEE
Na manhã de hoje, (16/03), diretores do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), verdadeira ONG (não vive às custas de verbas transferidas pelos governos), sediada em Porto Alegre, apresentaram a programação e os palestrantes e debatedores do XXII Fórum da Liberdade, que será realizado nos próximos dias 06 e 07 de abril no campus central da PUCRS em Porto Alegre.

O presidente do IEE, Rafael Sá, ao divulgar a programação, observou que o foco inicial do Fórum deste ano era unicamente o da "cultura da liberdade", distanciando-se, um tanto, do eixo usual, que é sempre de viés econômico. Mas os organizadores do evento - que chega a reunir 6 mil pessoas em dois dias - tiveram de incluir dois painéis de debate econômico, em vista do estouro da bolha imobiliária dos EUA, que, pela interrelação do sistema financeiro mundial, arrastou outras nações ricas, como Inglaterra, Escócia, França, Alemanha, Japão e China e chega ao Brasil, causando demissões nos ramos voltados à exportação e redução do crédito para o consumo interno.

O Fórum é planejado com grande antecipação, em virtude, muito, da agenda dos seus participantes convidados. De aí, a necessária adaptação feita no programa.

Segundo o presidente Rafael Sá, a edição deste ano buscará discutir as questões culturais que fundamentam a liberdade, "debater a cultura da liberdade", resumiu ele. Itaú, Gerdau e Souza Cruz são os patrocinadores maiores (sênior) do evento.

Um dos painéis é o da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa, destacou Sá, pois ela é pilar da liberdade, lembrou. O tema, para a direção do IEE, reveste-se de importância, pois, nos países da América Latina, "não há apreço pela liberdade, nem pelo indivíduo", lembrou. Ao contrário, "são muitas as discussões contrárias à liberdade, pelo seu cerceamento". Foi o momento de citar os índices de liberdade econômica dos quais diferentes nações desfrutam, seu alto padrão de vida em geral e a liberdade de expressão e opinião presente nesses países. Tal índice é objeto de divulgação pelo IEE, durante o Fórum.

Questionado sobre a opinião do IEE quanto à crise financeira iniciada nos EUA, Sá apontou que o IEE não tem nenhuma posição oficial, "apenas a de seus integrantes, individualmente". E expôs a sua.

Tudo começou com a intervenção do governo no mercado imobiliário, obrigando os bancos a emprestarem para compra da casa própria a pessoas que não tinham condições de pagar.

Segundo, o juro baixo, fazendo com que as pessoas tomassem riscos maiores do que normalmente fariam. Terceiro, o fato de o capitalismo ter ciclos, "que vão da exuberância irracional ao pessismismo injustificado". O capitalismo é derivado da condição humana. Vive em ciclos, como as pessoas. O mercado não é perfeito e as intervenções do governo, para corrigi-lo, criam ainda mais imperfeições. Quanto mais intervém, menos desenvolvimento", definiu.

"O vilão não é o capitalismo. Claro que no capitalismo há vilões."
Ao ser perguntado se nutre esperanças por um apreço pela liberdade em Porto Alegre, nem vamos falar de Brasil ou RS, disse que, sim, tem esperanças, embora sinta muita angústia ao ver o quanto a mínima liberdade é cerceada. A pergunta incluiu o caso do Pontal do Estaleiro, uma área privada, cuja destinação residencial, além de comercial, está em discussão pelos vereadores da cidade.
"O IEE já teve muito sucesso em formar lideranças empresariais comprometidos com um sistema político e econômico de liberdade", recordou. "Mas ainda temos problemas de chegar na política partidária e a ela levar o ideário da liberdade."

O painel de abertura do XXII Fórum da Liberdade, na noite de 06/04, será "Cultura da Liberdade", sendo precedido pela palestra especial desta edição, a cargo do ex-presidente do México, Vicente Fox, que quebrou 70 anos de hegemonia política do PRI.

No dia 07/04, pela manhã, virão os painéis "Liberdade e Protecionismo", "Liberdade e Intervencionismo". À tarde, "Liberdade de Etnias", com a questão das cotas raciais; e "Liberdade de Expressão".

Mais informações no site do fórum, o http://www.forumdaliberdade.com.br/ para os interessados em se inscreverem, com a lista dos debatedores e a programação completa.
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Texto e Foto Bertrand Kolecza (Folha do Porto)
MTB RS 7406 2833

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Tuesday, March 18, 2008

Arena pronta, soltem os leões


Giancarlo Mandelli (c), presidente do IEE
Na manhã de hoje (18/03), presidente e diretores do IEE apresentaram a programação do 21° Fórum da Liberdade, que ocorrerá na PUCRS (Porto Alegre, Campus Central), sob o título "Agora, o mercado é o mundo". A arena está preparada, os jogos prometem, mas será preciso esperar até os dias 07 e 08 de abril para ver os leões sobre a areia.

A função toda começa na noite de 07 de abril, com Jorge Gerdau Johannpeter, do Grupo Gerdau, e com Salim Mattar, da Localiza, locadora de automóveis, falando sobre “Agora, quem é o mercado?”, às 20h00.

A (sempre) jovem diretoria do IEE caprichou na programação, mais uma vez. Os embates prometem. Luiz Carlos Molion, doutor em meteorologia contesta a visão de que o aquecimento global é causado pelo homem e vai debater com o biólogo Philip Fearnside, que defende a preservação da floresta amazônica, para deter o suposto aquecimento. Como cenário, uma possível chantagem dos países mais ricos para impedir que os mais pobres se industrializem, disfaçado de bom-mocismo ambientalista. É o primeiro painel, de 08/04, “Aquecimento ou Histeria Global?”, às 09h00 (sempre atrasa um pouco).

Tem chance, também, de proporcionar uma peleia braba o encontro do cubano, anti-castrista (não vive em Cuba, claro), Carlos Alberto Montaner, do economista pró-capitalismo Rodrigo Constantino e do economista Márcio Pochmann, um intervencionista. O painel deles será “Mercados Globais e Estados Nacionais”. 08/04, às 10h30min.

Que tal, então, o intervencionista, logo socialista, Ciro Gomes, deputado federal (PSB-CE), emulado pelo privatista Paulo Guedes, economista, banqueiro, voltado para a educação aos negócios? O painel deles será “Livre Comércio, ameaça ou oportunidade?”. 08/04, às 14h30min.

O último painel reunirá as feras Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda de FHC, o professor venezuelano Jose Luiz Cordeiro e o professor norte-americano Tom Palmer, vice presidente do Cato Institute, que defende uma sociedade livre. Debaterão “As reformas para aumentar a competitividade do Brasil”. No 08/04, às 16h00.

Encorpam o programa a palestra de encerramento do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, "O Brasil no Mercado Global", e a apresentação do Índice de Liberdade Econômica, com destaque para a (péssima) posição do Brasil. É o segundo ano, recém, que o índice é divulgado no país, traduzido, iniciativa do IEE.

A função toda começa, na noite de 07/04, com a solenidade de abertura, na qual estará presente a governadora Yeda Crusius. Até hoje, o petista foi o único governador que não compareceu ao Fórum, um espaço aberto ao debate, com todas as tendências políticas convidadas.

O Fórum envolve o lançamento de um livro, com o tema dos debates, redigido, em artigos separados, pelos integrantes do IEE; uma exposição temática, sobre a história do homem e a globalização; um vídeo; a entrega dos prêmios Libertas e Liberdade de Imprensa.

Inscrições e informações
http://www.forumdaliberdade.com.br/

Estudantes a R$ 50 ou R$ 25 se de entidade parceira. Ingresso profissional a R$ 150 ou R$ 75 se de entidade parceira. Para executivos, a conta vai a R$ 500.

Telefone 3061-3000, Capacitá eventos

Inscrições também no dia, no local, prédio 21 da PUCRS, campus central, Porto Alegre.

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