Wednesday, April 08, 2009

Derradeiro experimento racialista

O XXII Forum da Liberdade (06 e 07/04/09 em Porto Alegre) teve como tema "Cultura e Liberdade". Um dos painéis (Liberdade de Etnias) foi sobre as cotas raciais, que são defendidas para universidades e, até mesmo, para o mercado de trabalho privado. Para debater o tema, o sociólogo Demétrio Magnolli e o padre franciscano frei David dos Santos foram convidados.

Magnolli apontou para o perigo de se debater com base em raças, afinal elas não existem na biologia, e sobre o que está em curso no Brasil. Frei David pediu "ajuda" aos empresários, para incluir os negros no mercado de trabalho.

Mas o que mais chamou a atenção, no debate, foi a afirmação de Magnolli, que o Brasil é um país que traz enorme problema para os projetos políticos do racialismo, em curso no mundo, financiados por grandes fundações privadas, pois é um dos países do Ocidente que não teve legislação racial no século XX. "Se for possível criar noção de raça no Brasil [pela lei], se cria em qualquer lugar do mundo". E por que isso?

Porque a população brasileira, em grande maioria, afirma-se como "parda", nem "branca’ nem "negra", no censo do IBGE. E, se este maior número de pessoas (42%), que não cai nos equivocados rótulos de "branco" ou "negro" (e que é "vítima de genocídio estatístico" por quem pede cotas para negros nas universidades e no mercado de trabalho, apontou o sociólogo) aceitar que é "negra" e leis racialistas forem adotadas, então, o país da mestiçagem, aí racializado, será modelo para o mundo daqueles que buscam dividir as pessoas em raça, como nos EUA e em outros países. Conclui o redator, então, que o Brasil é o local do derradeiro experimento racial.

"O Brasil optou pelo mito da mestiçagem, que é o da miscigenação, que se faz na cama, óbvio, mas que é, também, intercâmbio cultural e político. A mestiçagem é o contrário da identidade racial. Não esqueçam que a principal lei racial dos EUA não era a segregação das pessoas em lugares públicos, mas a proibição de brancos e negros de se casarem. Era antimiscigenação."

Ele lembrou que "mito" é uma narrativa utópica, que grupos humanos criam, para organizarem o seu futuro. "Mito não é mentira, não se confundam", alertou.

Magnolli foi mais além. Alertou que o Estatuto da Igualdade Racial, a ser aprovado pelo Congresso, é coisa muito séria e perigosa. Primeiro, a observação de ordem lógico-semântica

"Falar em igualdade racial não faz sentido, afinal, a noção de raça pressupõe a de diferença. Ou raça, ou igualdade. Se raça, defini-se a diferença". Mais. "As raças surgem nas leis, são estabelecidas por políticos, como nas Leis de Nürenberg, Apartheid e nos Estados Unidos."

O estatuto proposto, segundo o sociólogo, "vai mudar a Constituição brasileira", avisou, afinal, ela propõe que todos são iguais perante a lei, sem distinções de qualquer natureza; e o estatuto propõe que as pessoas sejam distintas, conforme raça, na esfera pública.

"Se uma pessoa, ou um grupo de pessoas, quiser afirmar sua raça, isso pode ocorrer no espaço privado, da sua casa, das suas associações, mas não entra no espaço público, do estado e das leis", observou. Afinal, distinguir as pessoas pela raça a que supostamente pertencem, aponta para o passado, para sociedades pré-modernas, "arcaicas", afinal, no mundo contemporâneo, as pessoas são "indivíduos que existem conforme as suas potencialidades, o seu futuro"; apelar para raças, como para tribos, ou castas, é manter as pessoas sempre no mesmo locus social, é prendê-las ao passado. Propor leis de cotas raciais é destruir tudo o que foi conquistado na modernidade. E é, como avisou, alterar a Constituição da República Federativa do Brasil.

Se no país da miscigenação, da ausência de leis raciais, logo, de racismo, o experimento racial funcionar, poderá ser criado o racismo em qualquer lugar do mundo. Mundo que, assim, retrocede, em vez de avançar rumo ao individualismo, volta ao passado da tribalização.

Magnolli não nega, como ninguém de bom senso negaria, que a escravidão trouxe graves conseqüências aos africanos e trazidos ao Brasil. "Mas a escravidão não foi um fenômento racista, mas, sim, sócio-econômico. Europeus, como portugueses e ingleses, compraram escravos negros de outros negros na África."

Magnolli não falou, mas cumpre acrescentar, que punir as atuais gerações, com cotas, para corrigir erros do passado, é punir quem vive, por aquilo que não cometeu, que seus antepassados supostamente teriam cometido. É condenar uma geração, pela anterior, é, como se pode ver, isso sim, racialismo. Mas isso não é de se admirar, percebendo-se que organizar uma sociedade por raças é negar o direito e a liberdade fundamentais, que a humanidade tantos séculos demorou para alcançar.

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Wednesday, February 13, 2008

Metralhadora Giratória - Janeiro 2008

Vida sob a má égide da metamorfose ambulante
Para justificar que era contra a CMF, quando oposição, e a favor, quando governo, ele disse que se considera "metamorfose ambulante" - vai dizer, agora, o oposto do que disse antes (tecnicamente falando, o nome disso é loucura; pode ser falta de vergonha junto).

Derrotado o governo na prorrogação da CMF, um ministro disse que haveria aumento de outros impostos. Ele, o chefe, desautorizou e negou. Virado o ano, mandou o ministro, que ele desautorizara, vir a público e anunciar aumento de dois tributos. "É outro ano."

Outra. Tais aumentos, por decreto e não pelo voto, provam que se vive em uma ditadura civil de eleitos e concursados, violando o básico em repúblicas.

O parlamento dos insensatos é lei
Deputados estaduais negaram o aumento de impostos, proposto pela professora, para minorar o R$ 587 milhões do R$ 1,3 bi de déficit previsto para 2008. Logo depois, aprovaram aumentos absurdos para certas carreiras de servidores, aumentando a despesa do povo, vulgo Tesouro, em outros R$ 140 milhões ao ano, a escravos pagarem, já em 2009. Pensam que o dos impostos, tomado à força que é, é seu e não de quem o paga, o povo todo.

Só perde 50% dela
O czar deixará de arrecadar o equivalente a R$ 40 bi com o fim do imposto do cheque? Não! Como a tributação anda na casa dos 45% em tudo, de saída terá de volta uns R$ 18 bi vindos do consumo.

Confessa iniqüidade
Pois defendeu tratamento desigual perante a lei, violando a Carta, incorrendo em crime de responsabilidade, ao defender tributo maior a instituições financeiras, porque lucraram bem no ano passado.

Tanto leva, que
O governo fala em economizar R$ 20 bilhões com o fim da CMF, que arrecadaria R$ 40 bi. Então, 50% volta no consumo. Depois, baixaram para R$ 15 bi o corte. Sobra.

Surra a legislação
O sujeito é presidente nacional de seu partido e ocupa cargo no executivo central. A lei dos partidos é clara. Não pode. Mas ele se diz linchado, enquanto surra a lei.

Prova do desvio
Desviou da saúde para comprar votos de famintos. Resultado foi, entre outros recuos, o retorno da febre amarela. Tem a dengue. Com o quê mais irão achacar o povo?

Qui custodia custodiam?
Quem guarda o guarda? - é a sábia pergunta dos bambas do direito, os romanos. Um policial da ostensiva é morto, supostamente, por um "cidadão" (escravo do estado). Estaria se defendendo. Ato contínuo, colegas do morto torturam, macabramente, a família do suposto homicida, para saber seu paradeiro. Dias depois, foram presos os policiais macabros e seus oficiais superiores. Já era hora. Há anos, o que matou adolescente indefeso foi para casa. O comandante maior nada fez. Argumento libertário: o estado detém o monopólio jurídico do crime.

No desespero, atropelam a Carta
Com o fim do imposto do cheque, o führer daquele estranho país atropelou a Lei Maior, que ele prometera obedecer. Vós acreditastes? Emitiu norma obrigando bancos a violarem a privacidade dos correntistas, exigindo que informem, semestralmente, a movimentação das contas, a partir do equivalente a R$ 5 mil/semestre. Empresas? Aos R$ 10 mil. Deveria ser deposto por crime de responsabilidade, ao atentar contra os direitos e garantias individuais. Nas ditaduras ... são só papo de papel.

Cotas são o cúmulo de longa distorção
O Estado chegou antes do povo; a universidade, do ensino fundamental. As cotas nas universidades estatais são apenas o cúmulo de uma sociedade que nasceu depravada. Quer-se combater a depravação com mais depravação. Se egressos do ensino estatal (dito público), merecem cota, atesta-se a insuficiência dele, que, por sinal, é pago por todos para uns. Está ruim e vai piorar, pois o mérito e os esforço individuais são substituídos pelo privilégio. Sem falar na violação da Carta ("todos são iguais perante a lei ...").

Declaração de amor pelo genocídio
Em visita à ilha inferno, de falido regime coletivista-socialista, declarou amor pela "revolução". Declarou, assim, seu amor por um governo que mata aqueles que tentam sair da miséria e da fome que ele cria, meramente tentando sair do seu país; de um governo que prende e tortura quem lhe faz oposição. Lelé, apóia o horror socialista, a quem vai dar dinheiro saqueado pelos tributos.

Dinheiro de todos, para vândalos
O governo central do país dos depravados dá o que não é seu (impostos) a ONG (para-estatal) comunista vândala, que destruiu viveiros de uma fábrica. Equivale a R$ 492.700,00 o "saque" nos tributos entregue a criminosos saqueadores. Razão para depor o maior eleito; pois financia o crime.

Frase do Mês - "Nenhuma droga, nem mesmo o álcool, causa os males fundamentais da sociedade. Se procurarmos pelas fontes de nossas dificuldades, não deveríamos examinar se as pessoas estão drogadas, mas se são estúpidas, ignorantes, gananciosas e amantes do poder."
Patrick Jake O'Rourke, jornalista, autor de dez 'mais vendidos'

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Esta coluna é obra de ficção. Os nomes e fatos aqui narrados não correspondem à realidade. Qualquer semelhança não passará de uma mera coincidência. Esta advertência não constou de edições passadas por ser, pressupostamente, óbvio.

O redator.
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Tuesday, July 31, 2007

Metralhadora Giratória - Junho 2007

Expulsem a Venezuela do Mercosul, já! Já!
Os países que formam o Mercosul jamais deveriam ter aceito a Venezuela-Chávez como integrante, mesmo com status, ainda, não pleno. Pleno, jamais! Embora, lá, a ditadura seja clara, ao contrário de aqui, embuçada; ao menos, cá, a oposição ainda pode falar. Esta folha existe. O coronel ditador fechou TV que lhe fazia oposição. Mas Luís o considera amigo. O Congresso brasileiro repudiou o fechamento da TV oposicionista e Chávez soltou o verbo, atacando o povo brasileiro, na figura de seu parlamento. A Venezuela-Chávez deve ser expulsa do Mercosul e os negócios Petrobras-PDVSA cancelados. Se não, o país figurará como aliado de uma ditadura. Será que o povo se importa?

Provado que poderia controlar vôo
A operação de emergência no final de semana 23-24/06, normalizando o tráfego aéreo prova que o governo já poderia ter feito aquilo para o qual é pago, em vez de apaniguar a rebeldia dos sargentos, imitando a bagunça de 1964, muito cara aos neotrabalhistas. E aos velhos idem.

O que é ruim em Piratas do Caribe
O filme é uma excelente comédia de aventura, ou, aventura cômica. Mas há um forte senão. Mais uma vez o estúdio apresenta os saqueadores como bons e os empresários (a cia das índias) como maus. São os piratas que falam em liberdade e dignidade. Horror. Trocadilhesco é o nome do personagem Will Turner. Turner é aquele que vira, muda, de lado, como seu personagem. 'Will' é a partícula que indica o futuro.

O estímulo à homossexualidade
Na Inglaterra, escolas apresentam contos de fadas com o príncipe em final homossexual. Para educar contra o medo ao desviado. A infantes? Vai é ensiná-los ao desvio. Além de tolerado, logo será obrigatório.

Vê-se bem porque o povo está na ...
Vai ao povo custar R$ 350 milhões ao ano a TV chapa branca do governo neotrabalhista. Como no país não há 7,9 milhões de déficit de moradias; não há ninguém morrendo na fila estatal da saúde; a hanseníase foi extinta; a previdência é supervitária ... pode-se gastar à forra.

Ciência é pelo fim das cotas raciais
A ciência já demoliu a noção equivocada de "raça", embora os magistrados ainda a aceitem e condenem por ela. Pesquisa de DNA provou que 87% dos brasileiros têm algum "sangue" africano (subsaariano). Logo, 87% têm direito a cotas, e não 20%. Logo, elas são totalmente desnecessárias, pois a igualdade de competição é genética. Pelo fim.

Queres cargo? Ofenda o mais elevado
O cúmulo da cooPTação é o presidente convidar para o governo - e o sujeito aceitar o cargo - dois anos depois de o classificar como "o mais corrupto da história". Será que ensinam isso nos cursos de Harvard?

O perverso voto em lista confirma
Que os não-políticos são escravos de uma ditadura. O voto em lista consagra o caciquismo. Aí, falaram em sistema misto, lista abrandada, provando que a lista é ruim. E querem que o povo pague as campanhas à força. Acabar com o voto obrigatório, e escravizante, sequer foi cogitado por "eles".

Sem-terra ameaça e governo ignora
O congresso dos vândalos à mst apóia a ditadura armamentista do coronel censurador, que mantém o povo na fome. E já disseram os vândalos que reforma agrária é bandeira superada. É preciso "ir além". Além de invadir e depredar é o quê? O latrocínio (a tal de revolução)?

Que situação!
A do senador eleito pelo RS, que, num dia aparece, na foto, ao lado de Luís, e, em outro, ao de Roberto, cujas biografias ... Será que gosta? Ou lhe é vantajoso? Vai saber.

O déficit aumentou
Quando Silva assumiu, era de 6,5 milhões o déficit de moradias no país. Já está em 7,9 milhões. Reduzir tributos, de 50% sobre a casa própria, ninguém fala. Haja povo!

Objetivo oculto
Das cotas raciais é insuflar o ódio em uma sociedade onde há miscigenação e tolerância à cor da pele. Oculto? Está claro nas declarações do titular do ódio racial.

Visão coletivista
De ministro que não vê caos no tráfego aéreo, somente prosperidade. É típico de sua turma mascarar a realidade com palavras. Delas veio o latrocínio (revolução socialista).

Vítimas culpadas
Jornalista comunista saiu em defesa do irmão tolo-lobista. O argumento geral, comunista, é que, ao se prender corruptos, a degradação aumentará. Se o povo os condena, mais deles haverá. Foi saudado.

Frases do Mês - "Como saber se alguém está falando a verdade ou mentindo sobre a sua identidade racial? A tarefa é ainda pior no Brasil do que nos EUA, pois lá a segregação racial antecedeu ao sistema de cotas. Aqui, ao contrário, é preciso de um sistema de cotas para inventar a segregação racial. É isso o que queremos para a nossa Ufrgs?" - Bernardo Lewgoy, antropólogo, página 04 do Correio do Povo, de 21/06/2007.

Alerta: Esta coluna é obra de ficção. Fatos e personagens aqui retratados não correspondem à realidade, com a qual, qualquer semelhança, terá sido mera coincidência. Esta advertência não constou das edições anteriores, mas a elas é válida.

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